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Informação

Aqui agrega-se todo o tipo de informação interessante que possa ajudar a conhecer melhor o vinho.
Não pretendemos com esta zona criar informação nova sobre vinho. Já tanto foi dito e escrito sobre vinhos, que não somos nós que podemos acrescentar alguma coisa que não tenha ainda sido falada.
No entanto, tirando os livros temáticos, há muita informação disponível na Internet mas está muito dispersa.
IPR Graciosa
A cultura da vinha nesta região estende-se por algumas freguesias da Ilha Graciosa, no Arquipélago dos Açores.
Não se sabe ao certo a data do descobrimento desta Ilha, cuja beleza deu origem ao seu nome, mas sabe-se que o seu povoamento remonta ao século XV, desenvolvendo-se rapidamente uma vez que, no século XVI, a Graciosa já exportava trigo, vinho, cevada e aguardente.
IPR Pico
Esta denominação de origem, confinada à Ilha que lhe dá o nome, situa-se no Arquipélago dos Açores.
Pensa-se que foram os frades franciscanos que introduziram o plantio da vinha nesta região. Construídas as igrejas, eles tiveram que importar vinho, elemento essencial na celebração da missa. Ao verificarem que as condições edafo-climáticas eram idênticas às da Sicília, trouxeram de lá várias plantas da casta mais conhecida - o Verdelho.
IPR Biscoitos
No séc. XV, as caravelas do Infante D. Henrique encontraram uma terceira ilha no conjunto de 9 que hoje constituem o Arquipélago dos Açores. Esta ilha foi chamada a Ilha Terceira, tendo começado o seu povoamento em 1450.
A região Biscoitos, situada nesta Ilha, produz vinhos brancos licorosos a partir do cultivo de castas tradicionais, sobretudo Verdelho. A designação "Biscoitos" deve-se ao facto de o solo ser muito pedregoso e de cor escura, semelhante ao biscoito que os navegadores, na época dos Descobrimentos, utilizavam como pão.
DOC Madeirense
A região vitivinícola da Madeira tem uma longa tradição histórico-cultural na produção de vinhos desde a época dos Descobrimentos. Segundo alguns investigadores, a introdução do cultivo na Ilha das cepas "Malvasia" terá sido o principal factor para o êxito do tão apreciado vinho da Madeira.
Para além do vinho licoroso, tem vindo a ser incrementada pelos viticultores, a produção de outros vinhos de qualidade, comprovando que a região também apresenta potencialidades para este tipo de produção.
DOC Madeira
Descoberta em 1418, a Ilha da Madeira cedo começou a interessar o Infante D. Henrique que a considerou privilegiada para o plantio da vinha e da cana-de-açúcar. Assim, mandou vir da Grécia cepas "Malvasia", originárias de Napoli di Malvasia, perto de Sparta, e introduziu o seu cultivo nesta Ilha.
Nesta região microclimática, de terrenos saibrosos, de solos vulcânicos e basálticos, a vinha cultiva-se em socalcos, nas encostas soalheiras, principalmente na zona sul da Ilha da Madeira.
DOC Tavira
Região situada na faixa litoral do território algarvio é delimitada pelo oceano Atlântico, a serra do Caldeirão e o rio Guadiana, estendendo-se pelos concelhos de Faro, Olhão, São Brás de Alportel, Castro Marim, Tavira e Vila Real de Santo António.
Tavira tem um clima tipicamente mediterrânico, temperado por forte influência marítima, reunindo condições edafo-climáticas propícias à produção de vinhos de qualidade.
DOC Lagoa
Situada no Algarve, foi a última província a ser integrada no território português durante o reinado de D. Afonso III. Já então possuía certa tradição vinícola anterior à fixação muçulmana na região.
Este povo não só plantou a vinha como também exportava o vinho produzido, tendo os cristãos, posteriormente, aproveitado e incrementado a organização económica existente à volta deste produto. A partir da segunda metade do séc. XIX, com o desenvolvimento da viticultura na região, os vinhos começaram a ocupar, tanto a nível nacional como a nível internacional, o lugar de destaque que a sua tipicidade e qualidade lhes conferem.
DOC Portimão
O relato anónimo de um dos cruzados que participou na conquista de Silves aos mouros, em 1189, referencia a existência de uma povoação na foz do rio Arade, chamada Porcimun. No entanto, foi só no séc. XVII que Portimão conheceu um grande desenvolvimento que acompanhou o declínio de Silves. Depois do terramoto de 1755, o Marquês de Pombal reconheceu-lhe a importância e decidiu elevá-la a cidade e a sede de bispado, o que não conseguiu devido à morte de D. José e à sua consequente demissão.
DOC Lagos
De origem celta, Lagos foi sucessivamente romana, árabe e, finalmente, portuguesa por conquista, em 1241. Está ligada profundamente à expansão portuguesa, que começou com a expedição a Ceuta e que teve nesta cidade o seu ponto de partida. Foi um filho desta terra, Gil Eanes quem, a mando do Infante D. Henrique, ultrapassou o Cabo Bojador.
Lagos e Vila do Bispo, devido à sua proximidade de Sagres, foram espectadoras privilegiadas das primeiras iniciativas dos Descobrimentos.




