Restaurantes e Wine Bars

Restaurantes e WinebarsUma vez que o foco deste site é o vinho, esta área do site não deve ser considerada como uma crítica gastronómica. Deve ser vista como a apreciação de locais onde sentimos que vale a pena beber um bom vinho, ao mesmo tempo em que se possa aconchegar o estômago.
Como infelizmente não são muitos os casos em que isso acontece, o objectivo é dar a conhecer esses locais aos apreciadores de vinho como nós. Não vamos portanto perder tempo a falar de restaurantes com uma daquelas cartas de vinhos que parecem clones umas das outras.
Além de restaurantes, falaremos aqui também de wine bars que, a pouco e pouco, já vão começando a aparecer em Portugal.
Não se pense por isso que só vamos aqui falar de sítios caros. Queremos precisamente evitar o que acontece com algumas publicações, em que só aparecem locais inacessíveis ao comum dos mortais. Até porque tudo isto é pago do nosso bolso.



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Aromas & Sabores em Campo de Ourique

Aromas e Sabores em Campo de OuriquePara um verdadeiro apreciador de vinho, o Aromas & Sabores em Campo de Ourique é um ponto obrigatório na cidade de Lisboa. É um local onde se passam sempre uns bons momentos a apreciar bom vinho, servido devidamente e acompanhado por óptimas iguarias, e trocar opiniões com Arlindo Santos, o simpático e conhecedor anfitrião.
Este espaço, que foi remodelado recentemente, era uma mercearia onde Arlindo Santos iniciou a sua actividade há mais de 30 anos. Em 1988 abriu a Garrafeira de Campo de Ourique, do outro lado da rua, que se encontra recheada com uma enorme oferta e verdadeiras relíquias.
Com o espirito aberto e empreendedor, transformou a mercearia em wine bar e loja gourmet.
Mal entramos, somos recebidos pela diversidade de cores e aromas dos produtos gourmet, que nos abrem imediatamente o apetite. Na parte de trás da loja fica o wine bar, onde é possível apreciar o vinho que desejarmos. De preferência, acompanhado pelos verdadeiros pecados disponíveis no menu elaborado a pensar no vinho.
O espaço não muito grande, com apenas 30 lugares sentados, é agradável e acolhedor. Existe uma cave climatizada bem recheada, os copos usados são sempre correctos e o serviço é informal e conhecedor.
Existe uma enorme oferta de vinhos, muitos deles servidos a copo. Com tanta oferta, a escolha poderia ser difícil. No entanto, essa tarefa aqui é facilitada. Normalmente são-nos dados a provar vários vinhos, de forma a incentivar os clientes a conhecerem coisas novas. Se gostarmos, podemos seguir com esse vinho. Senão, pode-se sempre escolher qualquer outro vinho que esteja na lista, ou mesmo na garrafeira do outro lado da estrada.
Das últimas vezes que lá fomos, a nossa escolha recaíu nas tábuas de queijos e enchidos, risotto de funghi porcini e na linguiça com ovos mexidos. Qualquer um deles delicioso. No entanto, não conseguimos prescindir de um petisco que já não está listado no menu há algum tempo mas que, havendo os ingredientes disponíveis na loja, nunca nos é negado: Uma fatia de pão saloio com pasta de azeitona e queijo de cabra, que vai a gratinar, acompanhada de doce de abóbora e salada de rucúla, várias alfaces e tomate cereja.
As sobremesas são deliciosas e, tal como tudo o resto, são escolhidas a pensar no actor principal, o vinho.
Quanto aos vinhos sugeridos, estes vão variando bastante, mas os últimos que lá apreciámos foram: Emme Grande Escolha 2003, Caldas 2005, Quinta Vale da Raposa Grande Escolha 2003, Marquês de Marialva 1990, Quinta do Couquinho 2005 e Graham’s 20 Years Tawny Port.
O menu vai mudando de quando em quando. As iguarias são elaboradas com os produtos disponíveis na loja gourmet e os vinhos também se encontram à venda na loja ou na garrafeira. Por isso, podemos aproveitar e fazer um avio.
Quanto a preços, varia muito conforme o que se comer e beber. Neste dia pagámos cerca de 26€ por pessoa, mas não deverá servir de referência, uma vez que comemos 4 petiscos e provámos 6 vinhos diferentes. Em outras ocasiões já saímos de lá pagando metade disso.
Só sei que levámos o Ricardo lá uma vez e desde aí não quer outra coisa.

Morada: Rua Tomás de Anunciação 44
1350-328 Lisboa
GPS: 38.7166,-9.16556
Telefone: 213 963 985
Web: http://aromasesaboresemcampodeourique.blogspot.com/
Email: aromas.winebar@gmail.com
Horário: De Segunda a Sábado, das 09:00 às 22:30 horas. Encerra aos Domingos.

D.O.C.

Restaurante D.O.C.Soubemos da existência do D.O.C. durante a nossa visita à Quinta da Casa Amarela, onde nos disseram que era ponto obrigatório. A descrição foi algo como "dos mesmos donos do Cêpa Torta em Alijó, é o restaurante que faltava no Douro". Com uma descrição destas, obviamente que fomos obrigados a ir lá.
Fazendo a estrada entre a Régua e o Pinhão não há hipótese de não dar por ele. E, para quem puder, também pode ir para lá de barco e atracar no cais fluvial.
A localização é simplesmente fantástica, literalmente em cima do Douro. A decoração é moderna e com bom gosto. Com umas enormes janelas, pode-se contemplar o rio de praticamente qualquer ponto do restaurante.
Ao entrar, não pudemos deixar de reparar numa televisão grande onde se pode ver tudo o que se está a passar na cozinha.
Passando ao que fomos lá fazer, os pratos são baseados em ingredientes regionais, mas com apontamentos e apresentação originais e modernas.
Para começar escolhemos uma entrada com cogumelos recheados, peixinhos da horta e salpicão do Barroso. Como prato principal, um misto maronês com batata confitada de alheira.
Tudo muito saboroso, extremamente bem confeccionado, com uma óptima apresentação e em quantidades apropriadas.
Para a sobremesa, seguimos o que nos foi aconselhado pelo chef Rui Paula - uma tarte papaia quente acabadinha de sair do forno com uma bola de gelado.
Quanto aos vinhos, também nada aqui foi deixado ao acaso. Quase 300 referências, maioritariamente do Douro, mas onde não faltam bons vinhos de outras regiões, espumantes e, obviamente, vinhos do Porto. É sempre indicado o ano da colheita e enólogo. Há cerca de 15 vinhos servidos a copo, conservados com máquina de retirar ar, que vão variando. Resta dizer que são servidos à temperatura ideal e em copos Schott Zweisel.
A nível de serviço foi eficiente e simpático, com o próprio chef (e proprietário) a vir constantemente à sala ver se estava tudo em ordem.
Para terminar, resta-nos falar do preço. Pagámos 27€ por pessoa, com vinho a copo. Não sendo barato, justifica-se plenamente face à qualidade apresentada.
Sem dúvida que vai ser ponto obrigatório sempre que formos ao Douro.

Morada: Estrada Nacional 222
Folgosa
5110-204 Armamar
GPS: 41.151552,-7.682453
Telefone: (+351) 254 858 123
Telemóvel: (+351) 919 314 395
Web: http://www.restaurantedoc.com
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=1625718884
Email: doc@arisdouro.com
Horário: Todos os dias das 12h00 às 22h00

Degust'ar - Évora

Degust'ArTenho passado cada vez mais férias no Alentejo (mesmo que isso signifique 5 dias num ano), e cada vez gosto mais de o fazer. Para além de ser um local sossegado e ter uma paisagem fenomenal (já viram um por-do-sol alentejano?), não faltam sítios interessantes para visitar e cada vez mais locais com qualidade para ficar hospedado.
Desta vez, ficamos estrategicamente perto de Estremoz e a uns 30Km de Évora, de forma a potenciar algumas visitas como por exemplo à Quinta do Mouro.
Na primeira noite que decidimos jantar em Évora, a Tasquinha do Oliveira estava lotada (o que não é difícil, porque o espaço não é muito e porque a qualidade é elevadíssima), e portanto decidimos ir ali quase em frente ao restaurante do M'ar de Ar Aqueduto - já conhecíamos a lindíssima zona do bar e da piscina de outras férias.
Uma vez que eu estava mal alimentado (...), entramos no restaurante (que, como o resto do Hotel que vimos, é muito bem decorado) e começamos as hostilidades: pão alentejano, com passas e azeitonas com azeite e as respectivas manteigas de ervas e de pimenta vermelha. Para entradas, escolhemos os ovos mexidos com espargos verdes (deliciosos!) e temaki de atum, ao que se seguiram um frango do campo com pimentos e um naco de lombo de novilho com crosta de farinheira. A acompanhar, e a copo (!) um Monte da Peceguina tinto, num copo adequado, na temperatura certa e servido nas melhores condições.
Como não fiquei com a certeza se a qualidade (da comida, do serviço, do vinho) era hábito ou tinha sido um acaso, voltamos no dia seguinte para que a dúvida não permanecesse. Depois de uns deliciosos cogumelos com azeite e temaki de salmão, pedimos um bife de novilho à degust'ar e um peito de pato braseado. Desta vez, acabamos com um pudim de ovos com licor de borba, caramelo quente e shot de toranja e um leite creme com mel de rosmaninho e um Taylor's 30 anos.
Realço um pormenor: no dia anterior, o Taylor's 30 anos tinha acabado por ter sido utilizado num evento, e como tal tinham-me dito que chegaria no dia seguinte, o que acabou por se verificar. Neste restaurante não se brinca: a qualidade da confecção, o cuidado na apresentação e o serviço de excelência (uma nota especial ao Luís Brito, que foi inexcedível) são regra. Para além disso, conseguiram o que é difícil - aparentemente nunca estão por perto (portanto temos todo o à-vontade para desfrutar do espaço), mas quando são necessários parece que adivinham.
De tal forma estive ocupado a desfrutar da experiência (das duas vezes), que poucas fotografias tirei. O preço médio das refeições (com sobremesa e vinho) andou entre os 40 e os 45€. Correram um risco desnecessário ao deixarem-me chegar perto da garrafeira para tirar uma fotografia, mas aquilo é forrado a vidro com bastante espessura....

Morada: Rua Cândido dos Reis, 72
7000782 Évora
GPS: N 38º34’ 28.92” W 07º54’ 47.24”
Telefone: (+351)266740700
Fax: (+351)266740735
Email: reservas@mardearhotels.com
Web: http://www.mardearhotels.com/
Horário: 12h30-15h00 e 19h30-22h30.

Gemelli

GemelliEste é um daqueles casos em que passámos anos a dizer “temos de ir lá” mas, ainda hoje não sei explicar porquê, nunca tinha calhado.
Foi preciso o Facebook e o Twitter, em que o Gemelli está sempre bastante activo, para finalmente nos mexermos e irmos lá jantar. A desculpa foi um menu promocional para os fãs nestas redes sociais, com 4 pratos, água, 2 vinhos a copo e café por 29€.
Como fomos na véspera de um fim-de-semana prolongado, Lisboa estava quase deserta, e também o restaurante. Arranjámos lugar para estacionar à porta e, durante largos minutos, tivemos o restaurante só para nós. O que foi bom para poder fotografar à vontade sem chatear os outros clientes.
O espaço não é muito grande mas é folgado, com bastante espaço entre as mesas. Decoração sóbria, com um quadro que já se tornou imagem do espaço (ainda não tinha ido lá e já o conhecia) a destacar-se ao fundo da sala.
Após nos meterem o couvert na mesa com pão e focaccias deliciosos, apesar de já sabermos o que íamos comer, demos uma olhada ao menu. Há uma página com pratos em separado, mas os menus de degustação acabam por ser a melhor opção (relação preço/qualidade). Há um de 4 pratos por 29€ e um com 7 pratos por 52€. Este de 7 pratos tem a particularidade de ser um menu surpresa, em que estamos completamente nas mãos do chef.
Ao almoço há ainda um menu “Gourmet Express” com entrada, prato, sobremesa, água, vinho e café, por 19€.
Tenho que voltar atrás e falar novamente no couvert... Eu adoro pão. Para um viciado em pão como eu, é um regalo apanhar um couvert com pão tão bom. Se há coisa que me irrita é o raio dos restaurantes quase todos terem aquelas porcarias “pré-fabricadas” a que chamam pão.
Antes dos 4 pratos do menu, tivemos ainda direito a um amouse-bouche que, como tenho a mania que ainda tenho 18 anos e me lembro das coisas, não apontei o que era e esqueci-me...
A entrada foi uma crostatina (tipo uma tarte pequena) de courgette e mozarella com chutney de pimentos. O problema é que a minha úlcera duodenal e os pimentos fazem uma combinação explosiva. Prontamente se ofereceram para me trocar o prato mas como tinha Ulcermin® à mão, o problema ficou resolvido sem ser preciso trocar. A crostatina estava estaladiça e o seu sabor suave era bem compensada pela pujança do chutney, fazendo uma combinação interessante.
De seguida veio um fettuccine de azeitona com pesto de mangericão e atum desidratado. Eu normalmente nem sou muito de massas com animais do mar, mas gostei bastante deste prato e combinou na perfeição com o Brunheda reserva branco que escolheram para o acompanhar.
Seguiram-se uns cubos de peru salteados em agridoce com arroz aromático de legumes e molho de caju. Foi o prato que menos gostei. Não posso dizer que não gostei, pois estava bem confeccionado e a combinação não é uma coisa banal que se coma em qualquer lado. Apenas não impressionou.
Para finalizar um “bolo de maçã da avó” com ragôut de fruta tropical e molho de caramelo, fofo, com frutinha boa para desenjoar.
Relativamente a vinhos, estamos a falar de um dos restaurantes de Lisboa que melhor trata o vinho. Além de uma extensa e muito bem elaborada carta de vinhos, as temperaturas e os copos são irrepreensíveis, há bastantes vinhos a copo (com sistema de conservação como deve ser) e é daqueles sítios em que não há que ter medo de aceitar as sugestões de casamento entre vinho e comida. Mesmo eu que tenho a mania que pesco umas coisas de vinho, sou um menino ao pé deles neste capítulo.
Assim a olho, os vinhos pareceram-me andar pelo dobro do preço das garrafeiras o que, tendo em conta o que disse acima, é perfeitamente justificado. Afinal de contas, basta entrar num tasco qualquer e ver que o vinho custa 3 ou 4 vezes o preço de supermercado e chega à mesa morninho e em copos miseráveis.
Resta falar no serviço, que se mostrou competente e muito profissional, mas sem fazer sentir constrangimentos. Isto é, um gajo sente-se à vontade.
Entretanto já voltei ao Gemelli num contexto diferente. Um jantar dos Grandes vinhos para 2010/2011, organizado pela Flying Wines, que acabou por ter quase o dobro das pessoas para o qual o menu tinha sido inicialmente pensado. Deu para ver como se saía a cozinha a fazer pratos para tantas pessoas bem como o serviço de mesa. Neste ponto por vezes li algumas críticas negativas feitas por outras pessoas, mas da primeira vez com o restaurante quase vazio não dava para verificar. No entanto, a nível de serviço esteve bem e nada a dizer da comida.
A nível dos pratos tive exactamente a mesma sensação da vez anterior. Alguns agradaram mais (com o tártaro de barrosã e o lombinho de porco preto corado ao alecrim a roçarem o divinal), outros nem tanto mas sempre bem confeccionados.
Globalmente foi novamente uma excelente refeição.
Uma coisa que é certa é que não vamos encontrar pratos que se comem em casa. Como (modéstia à parte) cá em casa se cozinha bem, para comer o mesmo que em casa não vale a pena ir comer fora.

Morada: Rua Nova da Piedade 99
1200-297 Lisboa
GPS: 38.714225,-9.153247
Telefone: (+351)213952552
Fax: (+351)  219204201
Telemóvel: (+351) 934952552
Email: geral@augustogemelli.com
Web: http://www.augustogemelli.com
Twitter: http://twitter.com/AugustoGemelli
Facebook: http://www.facebook.com/pages/GEMELLI/91644202981
Horário: 12h30-14h00 e 20h00-23h30. Encerra Sábado ao almoço e Domingo todo o dia.

 

Les Goûts du Vin [ENCERRADO]

Les Goûts du VinTodas as semanas tentamos fazer uma noitada vínica.
Embora sejamos fieis a alguns espaços, gostamos de ir variando e conhecendo outros que tenham uma boa garrafeira e serviço de vinho cuidado.
Tínhamos boas referências deste restaurante, ou melhor deste bistrô . Numa dessas noitadas, já há mais de um ano, decidimos verificar com os nossos próprios olhos... e boca.
Tem um ambiente acolhedor, uma decoração diferente e especial . Pelo menos nós sentimos-nos sempre bem lá, o que nos fez voltar várias vezes . É como se fosse um pedaço de Paris no meio de Lisboa.
Assim que nos instalamos, é levado à mesa um quadro com os pratos do dia (entradas, pratos e sobremesa) que são devidamente explicados. O sotaque francês carregado da proprietária é como que uma extensão do próprio espaço, ajudando a criar o ambiente.
Os pratos, a preços muito razoáveis, são sempre típicos franceses. Alguns têm um toque aportuguesado devido aos ingredientes utilizados, mas sempre muito bem confeccionados.
Já provámos pratos bastante variados. Empada de coelho e ameixa, que surpreendeu pela óptima combinação, mesmo para quem não costuma achar muita piada a coelho como eu e o Nuno. Portiflette, que é um prato com camadas de batata cortada fina, cebola e bacon, coberto de queijo e levado a gratinar. Cou de canard, uma espécie de enchido de pato e fois gras com batatas, com um paladar muito apurado sem se notar a parte enjoativa do pato. Todos eles acompanharam lindamente um Só Touriga Nacional 2001.
Como não podia deixar de ser, costumam ter alguns pratos com vinho tinto, tão usual na cozinha francesa, como o Boeuf Bouguignon, que é um estufado de vitela muito apurado com vinho tinto, que nos ajudou a deitar abaixo uns Lavradores de Feitoria Três Bagos 2004. E ainda uma simples, deliciosa e potente empada de porco com vinho tinto, que se portou muito bem com um Ensaios FP 2006.
A carta de vinhos é bem recheada e com nomes bastante diferentes do que estamos habituados a ver na maioria dos restaurantes. Nota-se que houve ali um trabalho de selecção bem feito, com boas relações preço/qualidade e sem ir atrás de marcas. No que toca a vinhos portugueses, contámos 28 brancos, 6 rosés, 63 tintos e uma página com espumantes, Portos e colheitas tardias. Além dos vinhos portugueses , estavam disponíveis na altura 23 franceses entre brancos, tintos e Champanhes. Haviam ainda algumas referências da Austrália e África do Sul.
O preço dos vinhos não é exagerado tendo em conta o preço praticado na maioria dos restaurantes. Neste caso, podemos contar com copos Schott Zweisel que mudam conforme o tipo de vinho servido. Por isso, o serviço também está contemplado e ajuda a justificar o preço do vinho.
Uma nota muito positiva relativamente ao vinho a copo disponível. Todos os vinhos podem ser bebidos a copo! Isso mesmo, todos! Ainda por cima sai quase ao mesmo preço da garrafa. Os vinhos são conservados com o sistema Le Verre de Vin, o que garante a qualidade vários dias após a abertura.
Embora não víssemos qualquer cave climatizada, os vinhos tintos foram sempre servidos a temperaturas decentes. Mesmo numa das vezes em que vimos tirar um vinho da prateleira, e ficámos com medo que estivesse quente, medimos a temperatura e estava à volta dos 19°.
As sobremesas têm óptimo aspecto, mas pedimos sempre o fondant. É um bolo de chocolate húmido, acompanhado de uma bola de gelado.
Situado numa zona de Lisboa que me encanta, mesmo em frente à Assembleia da República, é imperdível, mesmo não sendo muito fácil para estacionar.
Se não formos alarves no vinho, a conta costuma andar entre os 20 e os 25€ já com sobremesa.
Nós iremos voltar muitas mais vezes.

Morada: Rua de São Bento, 107
1200-816 Lisboa
GPS: 38.711985,-9.152828
Telefone:(+351) 213 950 070
Telemóvel: (+351) 916 932 916 (Nathalie Cojan)
Horário: Encerrou.

Maria da Fonte

Maria da FonteOuvimos falar pela primeira vez do Maria da Fonte através de um artigo da Blue Wine entitulado Lisboa Gourmet, um roteiro pelas lojas e wine bars da capital.
Grande parte dos locais referidos nós já conhecíamos, quanto aos outros decidimos que teriamos que fazer uns test drives.
Este chamou-nos à atenção pelas influências italianas, devido ao país de origem da sua proprietária, e pelo facto de se situar em Campo de Ourique, um dos bairros lisboetas que mais apreciamos.
O espaço é muito mais pequeno do que estávamos a contar. Após passar a esplanada, com cerca de 10 lugares, há apenas duas mesas de 4 pessoas, uma de cada lado da sala.
De frente, um balcão que ocupa grande parte da largura da sala, onde estão expostos os queijos e enchidos que ficaram a sorrir para nós, atrás do qual está uma prateleira alta com vinhos, patés e outros produtos gourmet.
Na parede do lado esquerdo, uma grande ardósia (ou material semelhante) com os pratos e vinhos do dia escritos a giz, indica a existência de uma luminosa, linda e acolhedora sala na cave.
Fomos lá espreitar. É de facto engraçada e bem iluminada, embora os adjectivos sejam um pouco exagerados, e tem capacidade para 12 pessoas. Decidimos no entanto voltar ao andar de cima e ficar numa das mesas ao lado da entrada.
Enquanto esperávamos pelo Ricardo, decidimos começar-nos a tratar.
A ementa começa por uma lista de pratos de degustação, essencialmente composta com queijos, enchidos e conservas. A lista é bastante vasta, com mais de 40 queijos e 30 enchidos. O problema é mesmo escolher, pelo que deixámos essa tarefa para a casa. E fizemos muito bem, pois tanto os queijos (gorgonzola e taleggio) como os enchidos (salame e coppa) estavam soberbos.
Quando a pratos propriamente ditos, que no fundo também é num espírito mais de petiscar, sfilacci, mozzarella, alheira e raviolis de trufas (que me estava a apetecer tanto) já não havia.
Eu pedi bresaola della valtellina em carpaccio com lascas de parmigiano e rúcula, a Ema parmigiano de melanzana (beringela) e o Ricardo foi para um provolone grelhado com legumes, que baptizámos por bife de queijo. Se olharem para a foto vão perceber porquê. Laughing
Os produtos eram todos de qualidade e bem confeccionados. Sinceramente gostei bastante, mas alerto já que é bastante diferente do que estamos habituados a comer por cá. Isso para mim é uma vantagem, pois gosto de coisas diferentes, mas para os mais conservadores pode não ser bem assim.
Terminámos todos com a mesma sobremesa, panna cotta, apenas mudando o sabor da cobertura. Quem me conhece sabe que panna cotta é uma das minhas especialidades culinárias, pelo que sou bastante exigente com esta sobremesa. Ainda não foi desta que comi uma tão boa como a minha (para retirar alguma subjectividade a Ema confirma) mas andou lá perto.
Quanto a vinhos, que é sempre o nosso principal objectivo nestas visitas, a carta é um pouco limitada. Além da lista não ser tão extensa como seria de esperar num wine bar, não estão presentes vinhos de gama alta. No entanto é de salientar que também não há vinho mau e tem a vantagem de não olhar a nomes.
Há 8 vinhos servidos a copo, entre brancos, tintos e rosés, com o custo a variar entre os 2 e os 3.5€. Além desses, também os vinhos que têm mais saída podem ser bebidos a copo.
Os copos são razoáveis, mas vi numa mesa ao lado uns copos que me pareceram mais adequados. Ficámos sem saber qual o critério de escolha de copos.
Também a temperatura dos tintos tem que levar um reparo da nossa parte. Tivemos que pedir para refrescar um pouco o tinto antes de o beber, o que foi feito sem qualquer entrave por parte do empregado que nos estava a atender. Como a lista não é muito vasta, é algo que pode ser rapidamente resolvido com uma pequena cave climatizada.
Com a tábua de enchidos, pratos, sobremesa e vinho (2 a copo enquanto o Ricardo não vinha, e depois uma garrafa) pagámos pouco mais de 20€ por pessoa. Aqui não há custos escondidos pelo que, bebendo apenas vinho a copo, consegue-se petiscar com pouco dinheiro.

Morada: Rua 4 da Infantaria, 8A
1350-271 Lisboa
GPS: 38.717058,-9.164802
Telefone: (+351) 213 968 201
Horário: De Terça a Domingo das 10:00 às 21:00. Encerra à Segunda.

Os Goliardos

Os GoliardosDescobrimos a existência d'Os Goliardos por mero acaso quando, num fórum de discussão de vinhos, vi uma mensagem do utilizador Goliardo. Nem sequer é um participante muito activo (nem eu, diga-se), mas o nome despertou-me curiosidade. Fui ver o perfil e, de lá, fui parar ao blog deles.
Como me pareceu muito bem, tratei logo de mostrar à Ema e ao Ricardo e ficou logo decidido que tinhamos de lá ir. E assim foi.
Estacionar na zona não é propriamente fácil, mas acabou por não nos correr nada mal. Dois minutos a pé e lá estávamos nós à porta.
Assim que entrámos sentimo-nos logo à vontade, em especial pela forma simpática e descontraída como fomos recebidos. Era a primeira vez que ali estávamos e quase parecia que éramos da casa. Eu não tenho nenhuma costela de psicólogo, nem sei traçar o perfil das pessoas, mas menos de dois minutos depois tinha a certeza absoluta que estava perante um caso de alegria e prazer no trabalho.
Além disso, o próprio ambiente é acolhedor. Na primeira sala, salta logo à vista uma grande cepa de videira no meio de umas prateleiras com garrafas de vinho, que se encontram divididas de uma forma no mínimo original. Além da mais vulgar divisão por zonas, também se encontram secções como “bom e barato” ou “no meio está a virtude”. Ainda nessa sala, há um balcão onde está um quadro com a selecção de vinhos a copo. Não são muitos, mas estão sempre a mudar. Mas já lá vamos.
Um corredor leva-nos a uma sala mais pequena (não é que a primeira seja muito grande), onde se encontra mais uma garrafeira, com prateleiras deslizantes, e mais alguns lugares sentados. Na parede, não se pode deixar de reparar nas fotos das visitas que eles fazem regularmente aos produtores.
Lá fora, há ainda um pátio bastante agradável em dias bons... que foi o caso.
Deixemos agora a decoração de parte, que até é melhor ver nas fotos, e passemos para o estômago. Como não se trata de um restaurante, não há pratos elaborados mas sim petiscos para acompanhar a pinga, como queijos, enchidos, tartes, etc. Pedimos um prato misto de queijo e enchidos, todos eles de qualidade, uma tortilha e uma focaccia que também estavam muito boas.
No que toca a vinho, além da selecção de vinhos a copo, o que não falta é escolha. Além de bem representado o mapa vínico nacional, onde nem faltam os Vinhos da Madeira que tanta vez são esquecidos, há uma vasta variedade de vinhos franceses, italianos e espanhóis. E o mais interessante é que se o vinho está lá é porque eles já lá estiveram no produtor numa das muitas visitas que fazem ao “berço” do vinho. Até se pode fazer um exercício interessante, que é associar as fotos nas paredes às garrafas Smile
Isto é especialmente interessante no caso dos vinhos estrangeiros, pois conhecem algumas coisas menos mainstream, que importam directamente sem passar pelos canais do costume. Isso faz com que se encontrem belas relações preço/qualidade.
Para não dizerem que só ando aqui a falar bem, tenho uma coisa a apontar: as temperaturas. Com tantos vinhos, grande parte deles estão nas prateleiras e, portanto, estão sujeitos à temperatura da sala. Nesses casos resta recorrer à solução do refrescar.
Na sexta-feira passada voltámos lá, desta vez para um encontro de apreciadores de vinhos que frequentam o Twitter. Com mais gente dá também para provar mais vinhos e, como é um espaço que dá para conversar à vontade, é garantia de uma noite bem passada.
Resta falar dos preços, para dizer que não vale a pena dizer o que será o normal a pagar. A título de exemplo, da primeira vez pagámos 20€ e da segunda 10€. O que define aqui o preço é o vinho que se bebe e esse há para todos os gostos e carteiras.

Morada: Rua da Mãe d’Água nº9
Lisboa
GPS: 38.717419,-9.146558
Telefone/Fax: (+351) 213 462 156
Telemóvel: (+351) 962 022 242
Web: http://osgoliardos.com
Email: info@osgoliardos.com
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Os-Goliardos/135429479808524
Horário: 5as, 6as e Sábados das 19h às 2h

Pé de Vinho

Pé de VinhoConhecemos este restaurante já há uns anos por mero acaso, quando fomos a uma loja de decoração que fica mesmo ao lado.
Como foi a meio da tarde estava fechado, mas a entrada era tão chamativa que decidimos que tinhamos que ir lá um dia espiolhar.
E assim foi. Num daqueles dias em que nos apetecia jantar fora e não nos decidiamos, lembrámo-nos dele e lá fomos. Desde aí ficámos clientes.
O restaurante situa-se num antigo lagar e, como se subentende da placa à entrada, a sua transformação em restaurante ficou a cargo de uma empresa de arquitectura. E bem entregue, dizemos nós.
Mal se entra, do lado direito, há uma primeira sala grande que fica no meio dos antigos tonéis. Com mesas corridas, é ideal para jantares de grupo.
Mais à frente fica a sala principal, cujas paredes também fazem de expositores de pinturas. As próprias mesas são personalizadas, com tampo de vidro a deixar ver rótulos de vinhos que estão em baixo. Às Sextas e Sábados à noite há ainda musica temática ao vivo nesta sala.
Pelo meio há ainda uma pequena sala mais recatada com duas mesas, onde em tempos se situava a garrafeira. Descobrimos desta vez que havia uma sala que ainda não conheciamos, que estava a ser preparada para uma exposição de escultura. Em todos os recantos há pequenos pormenores, sempre com o vinho como tema.
Já me estou a alongar demais na parte visual, e as fotos falam por si, mas é que gosto mesmo muito. Até a casa-de-banho vale uma visita. Laughing
Mas não se pense que só a decoração interessa, porque a comida é bastante boa.
Há vários pratos do dia e a ementa normal, que também vai mudando ao longo do ano. É comida portuguesa sem rodeios, em alguns casos com ingredientes típicos da região, como as costeletas de borrego com alecrim e mel da Arrábida, ou o bife com molho de queijo de Azeitão.
Neste dia pedimos arroz de pato. Eu gosto muito de cozinha internacional, de fusão, de autor e mais mil e uma coisas que vão aparecendo, mas os pratos típicos portugueses, quando são bem feitos, dão-me especial prazer. Tanto o arroz de pato como o bacalhau espiritual são pratos que, em qualquer lado que os coma, me fazem sempre lembrar este restaurante.
Quanto a vinhos, a carta é na esmagadora maioria preenchida com vinhos dos dois gigantes da região, com um ou outro outsider pelo meio. Gostava de ver mais marcas na carta, mesmo que fossem só da região. Aparentemente é por motivos comerciais. O que vale é que da José Maria da Fonseca há desde o Periquita ao FSF e da Bacalhôa do Serras de Azeitão ao Palácio da Bacalhôa e, sendo ambos produtores com vinhos de várias regiões do país, não se limita a vinhos da zona. Como a Bacalhôa tem andado às compras, pode ser que vão aparecendo cada vez mais opções.
Vinho a copo é que só da casa, que não é nada mau. E claro, os Moscatéis e o Bastardinho de Azeitão.
Os copos são correctos, alguns deles de marcas de vinho e aqui nunca tive problemas com temperatura altas demais, pois o edifício é muito fresco.
Para sobremesa aconselhamos o potente pudim de azeite com mel da Arrábida ou as clássicas tortas de Azeitão.
Com vinho da casa a conta rondou os 20€, mas é normal que suba um pouco se optarmos por um outro vinho.
Não é sítio onde se possa comer todos os dias, mas nunca me custou pagar face à satisfação obtida. Locais que sejam agradáveis à vista e ao estômago não é todos os dias que se encontram.

Morada:Rua dos Trabalhadores da Empresa Setubalense, 11
Vila Fresca de Azeitão
2925-495 Azeitão
GPS: 38.526226,-8.991666
Telefone: (+351) 212 188 048
Horário: De Terça a Domingo das 12:00 às 24:00. Encerra à Segunda.

Póvoa Dão

Póvoa DãoPóvoa Dão é uma aldeia medieval, a 14Kms de Viseu, que estava praticamente abandonada desde os anos 30. Felizmente, um empresário que tem, entre outras, uma empresa de contrução e uma de decoração de interiores, adquiriu a aldeia e recuperou-a. Digo felizmente porque, ao contrário do que muitas vezes acontece, esta recuperação está excelente, tendo sido mantida a traça original das casas. Deste projecto faz parte um restaurante, que é obviamente o que nos traz aqui.
Tal como o resto do projecto, também o restaurante tem uma decoração marcadamente regional, com o granito e a madeira a dominar.
O restaurante está dividido em várias salas, desde uma maior onde se pode ver o forno a lenha, até umas pequenas e intimistas salas, onde se pode fazer uma refeição mais recatada.
A ementa, como seria de esperar, é baseada em pratos regionais, seguindo receitas tradicionais. Conforme se podia ler escrito a giz numa lousa, são vários os produtos biológicos utilizados neste restaurante, como por exemplo couve lombarda, cenoura, batata, beterraba, cebola, etc.
Eram várias as opções para entradas, mas acabámos por optar pelo requeijão com doce de abóbora, que nos colocaram na mesa junto com o pão. Tanto o doce como o requeijão estavam óptimos.
Quanto ao prato principal, como as doses são para 2 pessoas e éramos 4, escolhemos 2 pratos diferentes.
Começámos com um bacalhau com broa, que é acompanhado com batatas às rodelas. A qualidade do bacalhau era simplesmente fantástica e o sal estava no ponto ideal. As batatas também eram excelentes e o tempo certo passado no forno a lenha fez o resto. Foi sem dúvida o prato que mais gostámos.
De seguida, veio uma lagarada de lombinhos de porco grelhados no carvão, servidos com batatas a murro e couve. Estava também muito bom, mas acaba por ser um prato mais normal. Acabámos por ficar arrependidos de não ter optado pelo naco na telha, que nos fez olhinhos quando passou para uma mesa ao lado da nossa.
Para a sobremesa, optámos por 3 diferentes: Mousse de chocolate, leite creme e tarte de nata com frutos secos. Falando pela que escolhi, e pelas colheradas que dei em prato alheio, estava muito bem confeccionado e com sabor mesmo caseirinho.
Vamos então falar na pinga. A carta tem mais de 100 referências, entre brancos e tintos, bem como aproximadamente 15 espumantes. Embora tenha vinhos de várias regiões, é obviamente o Dão que está melhor representado. A nível de preços é sensato, tendo mesmo alguns vinhos a preços bastante interessantes. Infelizmente não tem vinho a copo, mas tem uma quantidade de meias garrafas acima do normal. Vi lá bastantes vinhos que nem fazia a mínima ideia que existiam naquele formato de garrafa.
Embora não tenha dado pela presença de garrafeiras climatizadas, o vinho foi servido a uma temperatura correcta. Os copos é que poderiam ser melhores, a qualidade do restaurante e da carta de vinhos merece-o.
Resta falar do serviço, que merece uma nota muito positiva. Simpático, cuidado e sempre bastante atencioso.
No final pagámos pouco mais de 15€ por pessoa. Um valor excelente para um restaurante com esta qualidade.
Um ponto de paragem obrigatório para quem for para os lados de Viseu.

Morada: Póvoa Dão
3500-546 Silgueiros
GPS: 40.548615,-7.943308
Telefone: (+351) 232 958 557
Fax: (+351) 232 957 322
Web: http://www.povoadao.com
Email: allegro@grupo-catarino.pt
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Povoa-Dao-Turismo-de-Aldeia-e-Restaurante/104635749580310
Horário: De Terça a Domingo das 9h30 às 24h

Quinta do Prazo

Quinta do PrazoIr a Valença e não ir ao restaurante Quinta do Prazo é como ir a Roma e não ver o... Coliseu. Ainda bem que não vivo lá perto, senão era uma desgraça para o meu orçamento mensal.
Numa velha quinta agrícola, após longas obras de remodelação, nasceu este belíssimo restaurante e também um espaço para eventos.
É um local com alma própria. Transmite uma grande paz de espírito e, sente-se muito amor em todos os detalhes de decoração e no próprio edifício. A ir, que seja sem pressas para aproveitar ao máximo.

Na entrada do restaurante existe um wine bar muito convidativo onde, entre muitas coisas, é possível beber vinho a copo. As opções de vinho a copo são muitas e pode-se também optar por elas no restaurante.
A cozinha é de autor baseada na cozinha tradicional minhota, com produtos da região mas usando as novas técnicas culinárias. A ementa tinha muita coisa mas acabámos por ir para um prado de cordorniz e um de pintada, até porque são daquelas coisas que são mais difíceis de encontrar normalmente nos restaurantes.
Enquanto esperávamos pelos pratos, fomos picando as entradinhas que tinham posto na mesa. Pena ser tudo frito (ai o colesterol), à excepção das azeitonas, mas muito bem feitos e estaladiços.
Entretanto chegaram os pássaros à mesa. Os pratos são deliciosos e com uma apresentação cuidada (apesar de muito parecidos visualmente entre eles). Ingredientes de qualidade, excelente confecção e uma junção de sabores tradicionais portugueses com um toque de modernidade. Devem ser saboreados e apreciados calmamente enquanto se observa a natureza pelas as grandes vidraças do restaurante.
Depois não conseguimos resistir às sobremesas. Um petit gateau/coulant de chocolate, com tudo o que se esperaria dele, a mostrar claramente que era caseiro. O Nuno, sempre que existe pudim Abade de Priscos numa ementa é obrigado a pedir. Este era dos melhores - no Minho não se esperava outra coisa - e o gelado ajudava bastante a compensar aquela pujança do pudim.
Quanto aos vinhos, este restaurante é uma das referências do país a esse nível. Carta muito extensa, bem organizada (preços, regiões, país, etc...), com muita variedade tanto em tipo de vinhos como em anos de colheita. Em alguns vinhos há até verdadeiras preciosidades históricas. E os preços não escandalizam ninguém, pelo contrário, conforme se vai subindo no preço vão aparecendo alguns ao mesmo preço a que se vêem nas garrafeiras.
O serviço é cuidado, é dada atenção a todos os detalhes(copos, temperaturas, etc) respeitando sempre o vinho e, dão um óptimo aconselhamento, para que o cliente possa tirar o melhor partido do vinho e da refeição.
Pagámos 62€ por duas refeições com entradas, prato, sobremesa, água, vinho e café. Tendo em conta a qualidade e tipo de comida, com vinho (quase ⅓ do valor total), o serviço e o local, o preço é perfeitamente justificável. Já nem vou fazer a comparação com restaurantes deste nível em Lisboa ou no Porto, porque não vale a pena.

Morada: Lugar da Urgeira
4930-655 Valença
GPS: 43.261206,-8.283691
Telefone: (+351) 251821230
Telemóvel: (+351) 919319669
Fax: (+351) 251821231
Web: http://www.restaurantequintadoprazo.com
Email: quintadoprazo@mail.pt, geral@restaurantequintadoprazo.com
Facebook: https://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100001848072026
Horário: Encerra aos domingos à noite e segunda-feira todo o dia

Restaurante Quinta do Encontro

Restaurante Quinta do EncontroNormalmente vamos uma ou duas vezes por mês à Bairrada, visitar a família e comer uns petiscos caseiros.
Quando estamos lá é muito raro fazer refeições fora mas, no inicio do ano, o Nuno decidiu surpreender-me e marcou um jantar no restaurante da Quinta do Encontro.
A Quinta do Encontro é completamente virada para o enoturismo. Como o restaurante está inserido no mesmo edifício da adega, à chegada é oferecido um flute de espumante e uma visita guiada, caso o cliente assim o pretenda.
Como já tínhamos visitado a adega (que publicaremos o mais brevemente possível), ficámos a apreciar o espumante Quinta do Encontro Bruto 2006 numa sala entre a loja e o restaurante, onde existe uma lareira com formato de garrafa.
Entretanto, fomos vendo a ementa para escolher a refeição. Com a consultoria de Vítor Sobral, a ementa é rica, variada e elaborada sazonalmente. Além da ementa normal, existem três menus de degustação e também pratos típicos como o Leitão à Bairrada servido com batata cozida, estes últimos por encomenda prévia.
Optámos pelo menu de degustação intermédio, de seu nome Preto/Branco, a 35€ por pessoa. O menu era constituído por:

No caso dos menus o vinho já está incluído, mas demos uma olhada à carta na mesma. Todos os vinhos das várias quintas do grupo estão disponíveis, parte deles também a copo. Tratando-se de um dos maiores grupos portugueses de vinho, isso significa que há vinhos de quase todas as regiões do país, bem como do projecto da empresa no Brasil. De saudar os preços, excelentes, em muitos casos bem abaixo do que costuma aparecer nas prateleiras de algumas garrafeiras e supermercados.
Escolhida a ementa, pediram-nos para passar para o restaurante. Depois de instalados serviram-nos um pouco mais de espumante, pão variado, azeite e um mimo do chefe residente.
A sala de refeições é requintada mas o ambiente é bastante informal. Nunca em momento algum dá para se sentir constrangido.
Fomos apreciando tudo o que nos foram servindo, sempre com vinho a temperaturas irrepreensíveis a casar na perfeição. É uma cozinha sofisticada e cuidada de onde surgem novos pratos usando ingredientes bem portugueses de excelente qualidade e... sabor! Embora tenha esta componente estética, e os olhos também comem, acreditem que ainda é melhor na boca.
Todo o serviço é de qualidade e bem executado. Os empregados estão bem formados dando todas as informações devidamente, ao contrário do que acontece na maioria dos restaurantes.
Não sei se vamos conseguir ficar muito tempo sem lá voltar. É difícil encontram lugares assim, em que tudo é perfeito e onde o vinho é realmente o rei e senhor.
No final, com os cafés, pagámos um pouco menos de 75€ (os 2), valor perfeitamente aceitável para a qualidade a todos os níveis, principalmente se pensarmos no valor a pagar num restaurante equivalente em Lisboa.

Morada: Quinta do Encontro
São Lourenço do Bairro
3780-179 Anadia
GPS: 40.440766,-8.489546
Telefone: (+351) 231 527 155
Telemóvel: (+351) 91 5351 747
Fax: (+351) 232 961 203
Web: http://www.daosul.com
Email: daosul@daosul.com
Facebook: http://www.facebook.com/pages/GlobalWines/109299442431092
Horário: Aberto de 3ª a Domingo. Recomenda-se marcação.

Tasca do Joel

Tasca do JoelPeniche, além de atrair surfistas (e não só) por causa das suas ondas e praias, atrai também, nos últimos anos, apreciadores de vinho de várias zonas do país. A responsável por este último movimento de peregrinação é a Tasca do Joel.
Já não íamos para aqueles lados há uns anos e na última vez que fomos ainda não sabíamos da sua existência. Entretanto, já há quase 2 anos que andávamos para lá voltar e nada. Ainda por cima com os acessos que tem agora, chega-se lá num instante. Acho que só faltava mesmo uma deixa, que acabou por aparecer através de um email sobre uma prova que ia lá decorrer.
Chegar a Peniche é fácil, mas para chegar à Tasca do Joel convém ir com boas indicações ou GPS, mesmo que este último tente mandar por um sentido proibido durante o percurso. Estou convencido que se fosse uma dezena de vezes a Peniche sem saber da sua existência, a probabilidade de o encontrar seria nula.
Para quem não sabe, além de restaurante, a Tasca do Joel tem uma parte gourmet, bem recheada com vinho do bom. Ora isso faz-nos tomar logo uma decisão difícil ao chegar, que é escolher por onde começar. Como já estávamos esganadinhos com fome, decidimos ir comer primeiro.
O restaurante tem um ar tradicional e pode-se fazer o repasto em 2 ambientes distintos. Uma parte interior, com mesas corridas, e uma parte exterior, embora coberta. Há ainda outras salas mais pequenas, mas são reservadas para eventos de grupos. Como estava um dia bonito, fomos para a parte exterior passando por 2 fornos a lenha que começaram logo a abrir o apetite. Junto à mesa onde ficámos há uma vitrine com peixe, de ar saudavelmente fresco, onde se pode escolher o animal que se pretende degustar.
Mas nem só de peixe vive este restaurante tão perto do mar. A escolha é bastante vasta também em carnes e um dos 2 fornos a lenha serve precisamente para alguns dos pratos de carne.
Como queríamos comer em pouco tempo, para ir de seguida para as provas, acabámos por cometer a heresia de comer carne, um pato com castanhas, que era um dos pratos do dia. Pode-se dizer que o prato faz ao nome tasca, no que isso tem de bom. Apresentação bastante simples e confecção daquelas que nos faz muitas vezes preferir ir a uma tasca, do que a um restaurante com muitos floreados. Carne super tenra, saborosa, com aquele gosto a caseirinho e em quantidade que deu bem para os 2 e ainda sobrou um bocado. Não posso deixar de referir o pão e a broa, que fazem as delícias de um apaixonado por pão já farto de pão industrializado.
Onde já não se parece nada com uma tradicional tasca é na parte dos vinhos, logo a começar pelos copos. E ainda não tinhamos nós visto a carta de vinhos... Quando a abrimos, a primeira coisa que veio à cabeça foi: “Como é que tivemos tanto tempo até vir aqui?”. São 31 páginas organizadas de uma forma fácil de entender, sempre com referência do ano e uns preços raramente vistos na restauração. As 3 primeiras páginas são só de vinho a copo, sendo possível encontrar belos vinhos a partir de pouco mais de 2€.
Os 2 vinhos que pedimos a copo estavam com temperatura correcta, creio que vieram da cave climatizada. A rolha de ambos foram tiradas na mesa, mas vimos que o sistema de conservação são daquelas máquinas que retiram o ar das garrafas.
O 2º prémio ganho no concurso de cartas de vinhos da Revista de Vinhos, na categoria de melhor relação preço/qualidade, não foi obra do acaso.
No final não tivemos espaço para a sobremesa, só bebemos café. Já que temos que lá voltar para experimentar o peixe (a desculpa é convincente, não é?), aproveitamos para provar as sobremesas.
Pagámos cerca de 13€ por pessoa com vinhos de gama média. Está bem que não comemos sobremesas, mas para a qualidade da refeição achei o preço muito bom.
No final fomos conhecer a parte gourmet, que também vale bem a visita. Boa variedade de vinhos, incluindo Vinhos do Porto, acessórios, azeites, doces, enchidos, conservas, etc...
Ficámos de olho nas alheiras de bacalhau e vegetarianas, que também têm na lista do restaurante.
Decididamente, temos que passar a fazer mais viagens pela A8 e fazer um pequeno desvio.


Morada:
Rua do Lapadusso, 73
2520-370 Peniche
GPS: 39.357093,-9.392935
Telefone: (+351) 262 782 945
Telemóvel: (+351) 939 711 007
Fax: (+351) 262 782 235
Web: http://www.tascadojoel.com
Mail: tascadojoel@mail.pt
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Peniche-Portugal/Tasca-do-Joel/155244010554
Horário: Das 12:00 às 22:30. Encerra às segundas.

Tombalobos

Tomba LobosCom o propósito de visitar uma feira islâmica, que estava a decorrer em Marvão, eu e a Ema planeámos a viagem de forma a passar por Portalegre à hora de almoço. Como são poucas as vezes que vamos para aqueles lados, esta seria a oportunidade ideal para conhecer o tão falado Tombalobos.
Encontrá-lo não foi tarefa fácil mas, após pedir indicações duas ou três vezes, lá demos com ele.
O aspecto exterior do restaurante não deixa adivinhar o que ali está. Quem passe ali por acaso provavelmente nem dá por ele. Por dentro as coisas já são diferentes. Sem ser um restaurante "design", tem um ar agradável e acolhedor.
Estando nós no interior do país, a ementa, como seria de esperar, é mais focada nas carnes. Aqui, quase todas as carnes têm denominação de origem e a variedade é bastante grande.
No entanto, começámos com uns peixinhos da horta. É uma coisa muito simples, mas que gosto bastante. Feijões macios, no ponto, e textura estaladiça.
Nos pratos principais decidimos "fazer uma vaquinha".
Primeiro, vieram umas pataniscas de bacalhau com migas de espinafres. Eu adoro pataniscas! Sempre que as vejo numa ementa sou impelido a pedi-las, o que faz com que por vezes apanhe grandes desilusões. Aqui não havia nada para desiludir. Eram mesmo de bacalhau e não apenas de batata com aroma a bacalhau, como tanta vez se vê. Além disso eram sequinhas, isto é, sem qualquer excesso de gordura. Sem dúvida umas das melhores pataniscas que alguma vez comi.
As migas de espinafres, que as acompanhavam, também estavam excepcionais, fazendo com que nunca mais possa dizer que não gosto de migas.
Seguiram-se uns peitos de frango recheados com farinheira. Nesta altura começaram a faltar adjectivos para elogiar a comida. À qualidade dos ingredientes, combinação dos sabores, tempo de forno, não há nada a apontar.
No final ainda conseguimos um espacinho no estômago para alojar a sobremesa e pedimos uma sericá com ameixa de Elvas. Isto é capaz de se estar a tornar repetitivo, mas tenho que dizer que foi, provavelmente, a melhor que já comi.
No que toca ao vinho, a carta é bem recheada. Mais de 200 ítems, sempre com indicação do ano, com o Alentejo e o Douro a dominarem claramente. Apenas me perdi um bocado até perceber que estava ordenada por produtor (já dentro das regiões).
Tem vinho a copo, não indicado na lista, mas estava limitado a apenas três escolhas. Finalmente um ponto em que posso apontar melhorias! Cool
Decidimos escolher o vinho que o empregado nos aconselhou, uma parceria de Rui Reguinga com o jornalista Richard Mayson, o Pedra Basta 2005. Gostámos da escolha, da temperatura de serviço e dos copos.
No fim, os 2 juntos pagámos 41,75€. Tendo em conta que foi uma das melhores refeições que tive nos últimos 12 meses, pouco mais de 20€ por pessoa com vinho e sobremesas é mais do que justificado.
Parece que vamos ter de arranjar desculpas para voltar a ir para aqueles lados.

Nota: Desde dia 1 de Setembro de 2010 que "o Lobo desceu à cidade".
O tombalobos esta agora com novas instalações no centro de Portalegre, no antigo edificio do Tarro. O conceito, a ementa e o Chef continuam os mesmos.
Ainda não tivemos oportunidade de ir ao novo Tombalobos, pelo que a descrição e fotos referem-se à localização original.
A morada e localização referidas abaixo já estão actualizadas para o novo.

Morada: Av. Movimento das Força Armadas, Tarro
7300-072 Portalegre
GPS: 39.298861,-7.42904
Telefone: (+351) 245 331 214
Telemóvel: (+351) 965 416 630
Email: tombalobos@gmail.com
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Portalegre/Tombalobos-Restaurante-Alentejano/127144050666275

Varanda da Régua

Varanda da RéguaPara começar a falar deste restaurante é obrigatório falar na sua localização. Simplesmente fantástica. Até lá chegar, é preciso fazer curvas, e mais curvas, que parecem nunca mais acabar, mas só pela vista valia a pena dar lá um salto. Rodeado de vinhas, pode-se de lá contemplar o Douro e toda a cidade do Peso da Régua.
Já várias pessoas nos tinham falado bem do restaurante. Como quando nos deu a fome estavamos mesmo ali ao lado, decidimos experimentar. As horas eram um pouco impróprias, já passava bem das 15h00, mas fomos na mesma ver se ainda era possível almoçar.
Nunca mais me hei-de esquecer da resposta simpática que nos foi dada quando perguntámos se ainda podiamos almoçar: “Claro, não os iamos mandar para trás”.
Pelo aspecto típico do restaurante, mesmo sem saber o que havia, deu imediatamente para perceber que se tratava de um restaurante de comida regional.
O que estava mais pronto para sair era cabrito assado no forno. Que pontaria, eu não gosto de cabrito!! Ainda fiz olhinhos aos pratos de bacalhau e de polvo que estavam na lista mas, como não quis abusar da boa vontade das pessoas, acabei por mandar vir o cabrito.
Bem, o que posso dizer é que o cabrito se comeu bem. Isso deve querer dizer que estava bom. Smile Segundo a Ema, sim, estava bastante bom. As doses são generosas sendo a apresentação a típica de um restaurante regional, sem grandes “floreados”.
No final, fomos espreitar na vitrine as sobremesas. Os meus olhos estavam a fugir para um bolo de bolacha, mas estava-nos mesmo a apetecer uma mousse de chocolate. Estava boa, caseirinha, com textura sólida e bem misturada.
Quanto aos vinhos, a carta é bastante extensa e com alguns preços bastante interessantes.
Com mais de 300 referências, é uma carta de cariz regional, quase completamente dominada pelos vinhos do Douro. Tem quase todas as referências clássicas e algumas das marcas recentes do mercado, embora tenha notado a falta de muitos dos nomes mais “na moda”. Embora grande parte dos vinhos estejam expostos, vimos lá umas caves climatizadas.
Apenas tenho pena que não tenha vinho a copo. No dia em que lá fomos não nos apetecia mais do que isso, pelo que não mandámos vir uma garrafa só para os 2.
Os copos que estavam na mesa não seriam os mais indicados para o vinho, mas o proprietário prontamente nos mostrou os copos que usa para o serviço de vinhos. Esses já eram correctos, não eram iguais aos que estavam na mesa. Ele acabou por nos confidenciar que já trocou de copos duas vezes, por causa das críticas negativas nas revistas da especialidade.
Quanto à multa, deu 16.70€ por pessoa (sem vinho).
Fiquei com vontade de voltar lá para comer um dos pratos mais do meu agrado, e beber um bom vinho, para que a experiência seja completa.

Morada: Lugar da Boavista - Loureiro
5050-315 Peso da Régua
GPS: 41.172884,-7.814326
Telefone: (+351) 254 336 949
Fax: (+351) 254 336 092
Web: http://www.varandadaregua.com
Email: restaurante@varandadaregua.com
Horário: Todos os dias das 12:00 às 15:00 e das 19:00 às 22:00

Veneza

VenezaNós gostamos bastante do Algarve e vamos lá passar uns dias quase todos os anos, geralmente fora dos meses de Verão para explorar todos os recantos. Fora dos roteiros turísticos habituais, escontram-se por vezes algumas pérolas. É o caso do restaurante/garrafeira Veneza, que nem o facto de ficar longe das praias o impede de estar sempre com clientela. Na última vez que passámos uma semana pelo Algarve, acabámos por ir lá almoçar três vezes e estava sempre a bombar.
Além de ser restaurante, o Veneza é uma garrafeira de referência a nível nacional, no que toca a vinhos portugueses. Pode-se ir lá só para comer, só para comprar vinho, escolher na garrafeira o que queremos beber no restaurante ou levar para casa o que lá bebemos.
Tanto a nível de aspecto como de ementa, este é um restaurante de cariz regional. Levou um retoque desde a nossa visita anterior, na parte do restaurante e na parte exterior do edifício. A não ser pela quantidade de carros à porta, passa despercebido a quem lá passe por acaso.
Talvez por ser mais afastado das praias, não é o peixe que domina a ementa. Há 2 ou 3 pratos do dia que, pelo menos pela nossa experiência lá, são de carne ou bacalhau. Há também alguns pratos fixos de carne, como por exemplo uns óptimos lombinhos que comemos uma das vezes, bem como mariscos vivos que fazem na hora.
Como não sou muito amigo de marisco, optámos sempre pelos pratos de carne.
Enquanto escolhiamos o prato principal, atacámos sempre o queijo, presunto e paio que costumam meter na mesa. Tudo de boa qualidade.
Além dos já referidos lombinhos, comemos também vitela assada e arroz de pato. As doses são sempre em quantidade mais do que suficiente e a comida é bem confeccionada e sem floreados.
Nas sobremesas há as omnipresentes mousses, saladas de fruta, etc... mas também alguns doces tradicionais algarvios. A sobremesa que aconselho a quem lá for é a potente tarte de figo, amendoa e alfarroba.
Embora a comida seja boa, o que realmente faz o Veneza ser quase um local de romaria é a vasta escolha de vinho. A lista é enorme, tem uma organização fácil de entender, mas acaba por tornar difícil escolher entre tanta coisa. Se calhar o mais fácil é ir pedir ao Sr. Manuel Janeiro para nos aconselhar, ou então ir à garrafeira escolher o que queremos beber no restaurante. Mesmo que não esteja na lista, é possível beber no restaurante com um acréscimo pelo serviço que, nos vinhos que bebemos, andou à volta dos 25%.
Ao contrário do que foi escrito numa das revistas portuguesas de vinhos, não havia nenhuma máquina para retirar o ar às garrafas e, talvez por isso, vinho a copo só o da casa. Num dos dias apenas bebemos meia garrafa, mas ofereceram-se para guardar o vinho na cave climatizada até à refeição seguinte.
O vinho normalmente é bem servido, copos óptimos e temperaturas correctas. No entanto, na nossa terceira visita as coisas não correram bem. O vinho foi servido a uma temperatura muito acima dos 20ºC, o que acabou por ser resolvido com um frapé que nos trouxeram a pedido. Além disso, o vinho tinha algum depósito e devia ter sido decantado. Em situações anteriores decantaram o vinho, e noutras mesas ao lado nesse dia, pelo que não se percebe porque não foi aquele vinho decantado.
O empregado foi diferente dos outros dias, não sei se seria por isso, mas de qualquer forma isto nunca deveria acontecer num restaurante que é referência pelos seus vinhos. Como aconteceu apenas num dos dias, e já lá tinhamos ido em anos anteriores, vou assumir que se tratou de um lapso.
Quanto a preços, oscilou entre os 15 e 20€ por pessoa, sempre com vinho. Até nisto difere do habitual no Algarve.

Morada: Mem Moniz - Paderne
Telefone: (+351) 289 367 129
Email: veneza.restaurante@gmail.com
GPS: 37.1676,-8.21761
Horário: Das 12:30 às 15:00 e das 19:00 às 22:00. Encerra 2ª feira ao jantar e 3ª feira todo o dia.

Vinhos à Solta no Dão [ENCERRADO]

Vinhos à Solta no DãoHá uns tempos atrás, um amigo nosso foi à Casa da Guia, em Cascais, e viu o Vinhos à Solta no Dão no edifício do palacete. Como sabe que andamos sempre à procura de sítios novos dedicados ao vinho, veio-nos logo falar nisto. Desde aí já lá tinhamos ido uma vez experimentar e gostámos.
Entretanto, um amigo nosso comprou casa lá mesmo ao lado e convidou-nos para ir um dia fazer uma visita. No dia em que fomos estava perto da hora de jantar, o que nos pareceu uma boa desculpa para lá voltar.
Tal como da outra vez que lá tinhamos ido, voltámos a achar que este é um espaço extremamente agradável. A começar pelo envolvente, a Casa da Guia. Quanto ao Vinhos à Solta no Dão, é um espaço muito bem decorado e acolhedor. O jazz que tinha como música de fundo estava no volume ideal, ajuda no ambiente e deixa-nos conversar à vontade.
Em dias com bom tempo, também se pode optar pela esplanada cá fora, com vista para o mar.
Passando à parte de aconchegar o estômago... A ementa vai sempre variando, sendo mais virada para o petisco. Não no sentido mais tradicional do termo, mas mais numa de se partilharem várias coisas em vez de se fazer uma refeição mais convencional. No entanto, alguns dos pratos podem perfeitamente ser consumidos a solo.
Neste dia que estamos a relatar, decidimos partilhar dois pratos pelos três.
Começámos com umas bochechas de porco preto com ameixas de Élvas. Não foi a minha escolha, pois normalmente não sou muito amigo de sabores muito doces com a carne. No entanto, acabei por gostar bastante. A carne estava muito tenra e o prato não era nada enjoativo.
De seguida, veio um ossobuco com vinho tinto e chocolate. Uma combinação também fora do normal que resultou muito bem.
A comida não é confeccionada na hora, mas isso não se reflectiu negativamente na qualidade da comida. Se não tivesse visto se calhar nem teria notado.
Para acompanhar os pratos, há sempre também na lista alguns vinhos, não muitos, que se podem beber a copo.
No entanto, se não se quiser nenhum dos vinhos que aparecem na lista, não há motivo de preocupação. Na cave há uma vasta garrafeira, pelo que não será por falta de escolha que se fica a seco. A não ser que se seja um daqueles fundamentalistas que acham que não há bons vinhos no Dão, o que até pode ser uma boa oportunidade para mudar de ideias.
O melhor é mesmo deixar-se aconselhar e talvez se tenha uma boa surpresa. O conhecimentos dos vinhos que vendem é alto, chegando a haver na lista vinhos que apenas ali podem ser encontrados. Como por exemplo o vinho que nos foi sugerido, Dom Fradique 2004. cuja produção foi toda comprada por eles e que obteve 90 pontos na Wine Spectator. Mostrou argumentos para isso.
O vinho é servido em copos excelentes e a temperatura mostrou-se correcta.
Terminámos a refeição com 2 sobremesas, petit gateau e crème bralée de laranja e baunilha. Também aprovadas.
Quanto ao preço, feitas as contas deu 18€ por pessoa.
Se forem para aqueles lados, vale a pena a visita.

Morada: Avenida Nossa Senhora do Cabo, 101
Casa da Guia - Loja 1
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